terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Um boa mãe, pode gerar maus filhos?

imagem Google
Ontem pela manhã conversei com uma mãe, desesperada pelo seu filho....eu pude sentir a dor de sua alma enquanto me falava de todo trabalho que o filho de 13 anos estava lhe dando, tantas preocupações, tantas dores....

Ela estava ali sentada na minha frente e me relatava com angustia, o quanto o filho estava rebelde e desobediente, saia a noite e voltava de madrugada, os "amigos" mais velhos que ele o convenciam a desobedecer suas ordens de chegar cedo, de não sair tarde.

Me senti inútil, pois não tinha nada de concreto, que poderia fazer pra que a dor daquela mãe fosse embora, lágrimas não escorreram de suas faces, pois acredito que nem lágrimas há mais, na verdade ela me disse algo que me deixou perplexa, ela me falou que estava perdendo a fé, que não via mais solução pro filho dela, pois ele já estava a desrespeitando ao ponto de de xingá-la, de bater nela.

O que eu fiz? Eu escutei o mais atenta que podia, pois naquele momento senti que tudo o que ela precisava era que alguém a escutasse e foi o que fiz, nos momentos que me dava uma brecha eu aconselhava e sempre lhe dizia para não perder a fé.

Desde ontem estou orando por ela e pelo seu filho, é o que eu posso fazer, não a conheço, muito menos conheço seu filho, ela simplesmente apareceu, entrou na minha cozinha, tentou beber do meu café e comer do meu pão, mas o pão que ela precisa não é o físico e sim o espiritual. Ela que estava com fome, pois me disse que nem tinha dado tempo de comer antes de sair pra trabalhar, não conseguiu comer todo o pão, pois precisava falar e falou, falou o quanto cuidou, deu carinho a aquele menino que agora era um estranho para ela, ia desistir dele, devolver pro pai, sim pra ajudar já esta no seu segundo casamento que também não deu certo, e desse casamento nasceu uma menina que ficou com o pai , porque com certeza por ciúmes o menino bateu na bebê.

Como disse não a conheço, o que sei é apenas esse pedaço da história, ela me contou outros pedaços de sua história, mas são o que são pedaços, não tem como eu encaixar e dizer o que ela deve fazer ou como resolver esse problema.

Contei a ela a minha experiencia, o que fiz, como consegui resolver e ela me olhou com aquele olhar que diz não acreditar que vá funcionar com ela. 

A que ponto perdemos o controle de nossos filhos?  Quando o nosso carinho já não é o suficiente, para eles procurarem no mundo afora algo que nem eles sabem o que buscam?

Uma boa mãe pode gerar maus filhos? 

Se você for como eu, que tem o privilegio de ter filhos já adultos e que são benção na sua vida, te respeitam e te amam, talvez você julgue que essa mãe na verdade não foi uma boa mãe, pois senão ela teria o respeito do seu filho. Mas o pouco que me relatou eu pude ver que ela era uma boa mãe e que na sua jornada dupla de pai e mãe fez o que pode e deu o amor e atenção que podia dar, mas não foi suficiente. 

Conheço boas mães, conheço o cuidado que deram aos seus filhos e ainda assim, não tiveram a recompensa de serem amadas por eles.

O que me incomoda é o sentimento de culpa por ser privilegiada por ter filhos maravilhosos e um marido amoroso. Entenda o que quero dizer, não estou dizendo que queria que fosse diferente comigo, mas que fosse diferente. Pois a esmagadora maioria da mulheres com que converso, tem algo a reclamar ou de seus filhos ou  de seu marido, e isso não está certo, o correto é que todas nós sejamos privilegiadas com filhos e maridos amorosos, mas talvez isso seja utopia, será?

Pensando bem .... sim é utopia pensar que tudo pode ser perfeito, porque não é, meus filhos são bençãos, mas também me dão trabalho, meu marido é amoroso, mas também me dá dor de cabeça. 

A diferença é que não desisto, não perco a fé de que sempre pode melhorar, me preocupo quando vejo  que as pessoas desistiram, perderam a fé de que podem ser felizes.

Jesus nos disse: "O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.
João 10:10"



A vida é uma jornada e que não pode ser feita sozinha, minha fé se baseia que Cristo está comigo e que Ele me ajudará a ter uma vida abundante, pois esse versículo não fala no depois, mas fala no agora e agora busco ser feliz e na medida do possível em que as pessoas me permitem auxiliar, oro não só por mim, mas para todos que estão a minha volta, porque ser feliz tem de ser no coletivo.

Se você passa por um problema semelhante dessa mãe, meu conselho é: Não perca a fé. Sem fé não há esperança, não há motivos de lutar, motivos pra prosseguir......

"Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte."Tiago 1:6

9 comentários:

  1. "A diferença é que não desisto, não perco a fé "... Lindo Mara.. meu filho ainda é pequeno (03 anos)mas tb acredito nisso ...Não devemos desistir da nossa familia e de nossos filhos... são presentes de Deus em nossa vida.
    Devemos lançar a semente... os frutos se darão com o tempo ... e o que serão deles já foge do nosso controle... e só nos resta acreditar e amar e amar.. sempre !

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  2. Como é difícil educar os filhos, damos o nosso melhor, mas as vezes algo escapa. Vejo isso muito nas mães com filhos que utilizam drogas, um trabalho de resgate intenso, e ao mesmo tempo a necessidade de deixar eles viverem, não mais livres, mas mais independentes.
    Um beijo

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  3. O QUE PODEMOS FAZER COMO MÃES? EU ACREDITO QUE PODEMOS MOSTRAR O CERTO E AMAR; CORRIGIR O ERRADO E AMAR; E PEDIR SEMPRE QUE DEUS DE A ELE A VIRTUDE E O DISCERNIMENTO DE SER O MELHOR, NÃO APENAS PARA SUAS MÃES MAS PARA TODOS QUE O CERCAM
    MAS CREIO QUE CADA UM DE NÓS PRECISA APRENDER E AS VEZES OS NOSSOS APRENDIZADOS VEM ATRAVES DE ALGUNS ERROS AO LONGO DO CAMINHO
    BJ

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  4. Eu não tive filhos biológicos, mais tenho filhos do coração, criei um sobrinho, hoje ele esta com 25 anos e casado,ele é uma benção,graças a Deus, e meu enteado com 15 anos mora comigo desde os 7 anos, a mãe dele disse que ela só foi uma barriga nas nossas vidas, pois não tem vocação pra ser mãe, que a verdadeira mãe dele sou eu. Eu sinto muito por ela não conseguir educa-lo, mais admiro que ela admita que da forma como ela vive não da pra educar um adolescente, ela é casada,tem situação financeira estável, mais é alcoólatra, eu não tenho nada de mim mesma para transmitir, mais transmito a herança do Senhor, espero que ele valorize a salvação, a graça que é um favor imerecido.
    Bjs

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    1. Angelita... sempre digo que mãe não é a que pari, mas a que cria, educa, ama.....
      Com certeza vc é mãe desses meninos e que Deus te conceda sabedoria a cada dia pra prosseguir....

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    2. Mara, tenho uma filha de 20 anos (nascida e amada do fundo dos nossos corações) e uma de 15, filha biológica. Não sei dizer a diferença do amor que tenho por elas, mas sei dizer a diferença de cada uma delas em suas características físicas e emocionais, aquelas coisas que as mães enxergam até com as luzes apagadas.
      Vejo qualidades e defeitos em cada uma delas, vejo os meus medos e orgulhos com muita cautela.
      Sempre falo com meu marido sobre nossas responsabilidades, ele como Policial, vê de tudo pelas ruas e sempre me disse que é muito cruel culpar os pais pelos erros dos filhos. Hoje, eles tem muita informação, mas não tem maturidade para absorver tudo isso e interpretam da sua maneira e em benefício (ou malefício) próprio.
      se fosse tão simples dizer que o filho é o que a mãe o transformou, muitas famílias numerosas, não teriam bons e maus cidadãos, bons e maus filhos, filhos que estudam e os que não querem nada com a vida, e assim por diante...
      Vivi isso na minha família com 5 irmão e eu sou a caçula, digo que comemos o mesmo arroz com feijão, mas cada um digeriu de uma maneira.
      Não podemos culpar pais e mães em sua totalidade, há o livre arbítrio, chega um momento em que os filhos fazem suas escolhas e nem sempre são as melhores...

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  5. Mara, vim te visitar por acaso. Você passou pelo meu blog e eu fui fuçando, fuçando até chegar nos seus blogs (vou ver os outros). Mas menina, como é duro essa questão de filhos né? Eu talvez como você, tenho a sorte, a sorte grande de ter dois filhos já moços também e um marido maravilhoso. Claro que a gente se preocupa, se descabela (mas aí é a mãe que é meia neura...kkk). Mas não tenho nada a reclamar. São meus três Josés que por eles dou a vida. Como seria bom se todo mundo vivesse dessa maneira né? Aliás, eu não sei, não quero e não consigo viver de outra.
    Bjs querida, (esse blog já adorei, vou lá ver os outros).

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  6. Oi Mara, vi teu nome no blog da Laine Artes, minha grande amiga Laine, e vim te conhecer, adorei o assunto, para mim os 40 anos foi um marco, inclusive aos 40 ganhei minha 1º neta, agora já tenho também um neto, meus amores, e 2 filhos adultos já, bem este papo é grande,. . . venha me conhecer, faço ponto cruz, visite meu blog, se gostar seja minha seguidora , vou adorar, querida tenha uma ótima semana, bjinhos!
    http://fatimaartespontocruz.blogspot.com.br/

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  7. Perfeito relato... Uma vez ouvi que temos que abraçar mais nossos filhos, pegar em sua mão de forma firme, olhar nos olhos...fazer isso inúmeras vezes, antes que um traficante o faça. Por isso quando ouço relatos como esse o único conselho que consigo dar é esse. Pois eu sei o quanto faz falta na maioria das famílias o contato físico. E se não temos mais a luz no fim do túnel dar as mãos ainda é o melhor caminho.

    Muita Luz e Paz
    Abraços

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